É inadmissível. Inconseqüente. Banal. Velha sem dentes.
Tormenta e despojos de guerra.
Batalhas sem terra.
Passos na areia.
Sombra e prelúdio da dança macabra.
Corpo Pintado.
Porque sempre é, inadmissível. Inconseqüente. Banal. Ser diferente, do que se prega e canta. Entoar deuses. Lutar por identidade. Julgar os júris. Perder a fé. A fé, que tem nome único e crenças imutáveis. Maleável aos dedos certos, incontestável em mãos erradas. Páginas e páginas, não entendo nada. E tudo elas dizem. O passado e o futuro. Tudo, eles disseram-me.
Desde os primeiros. Até amanhã. Onde os aviões caem. E pilhas de concreto caem esmagando aqueles, que são mais símbolo do que outrem. Descreve o mar que se tinge, e o mar que se separa. Torna vinho, desgosto, a água e as mágoas. Nem sempre nesta ordem exata.
Deveria eu acreditar no absurdo? Ouvir os mudos e crer em cegos? Calar-me? Diante ao que me é ensinado. Não basta ler. Não basta interpretar. Você deve obedecer. Esse é você. Quem você é. O que você vive. Sua carne e seu sangue. A carne dele, o sangue dele. Ritual. Ritos. Mitos. Lendas. O firmamento e as estrelas. Aonde adormecem os sonhos. E guerreiros tem seus pesadelos.
Não. Embora disseram aqueles mesclados a quem somos. Não, disseram eles. E morreram a dizer. Embora negassem, concordaram. Acredite no que acreditar, mas não me force a crer no que crês. Queimem! Queimem, pagãos! Ponha as mãos no fogo e jure. Jure! Você merece perdão nenhum. Dor qualquer. Sentimento nenhum. Seu pecado, alem de vir do outro lado, é ter pensado. Em mal algum. Em deus qualquer. Que não o meu. Aquele que invisível maneja. A mentira. O diabo. Ah, o seu pecado, é ter acreditado.
“Queimem!” Eles gritaram. E os demais, queimaram.
Intolerância religiosa é estúpido. Fé é mais do que crenças, é uma instancia do existir. É uma necessidade do ser, mesmo aqueles que crêem não crer, necessitam do nada, e do tudo que vêem, sentem. Respeite. Seja o que for, você não os entende, então os aceite, como eles aceitam você.
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domingo, 6 de novembro de 2011
sábado, 20 de agosto de 2011
Um texto sem eixo
Quando geralmente me sento para escrever o que acontece é isso: nada. Mas quando esse não é meu objetivo e o que eu realmente gostaria era dormir o que acontece é que as palavras acontecem me dando pouco tempo para alcançá-las. Embora pareça insano. É assim. E todos podem confirmar de seu próprio jeito que esse é um fato. A inspiração nos assalta o sono.
Eu tenho uma grande falha no meu estilo literário, e também na minha oratória. Embora muitos não o percebam ou pelo menos não me digam, isso já foi criticado, mas teimosamente não concerto ou simplesmente não consigo. Esse parágrafo é exatamente um bom exemplo da falha da qual descrevo. Eu não tenho foco. Começo com um pensamento e de repente outro surge, sem que eu resista descrevê-lo. Como faço agora.
Voltando ao primeiro tópico, se é que eu consigo, percebi outro dia que escrevo muito melhor quando não estou bem. E estudando um pouco isso percebo que todos os grandes artistas que já existiram produziram suas melhores obras em depressão, cativeiro ou melancolia, ou simplesmente bêbados. O ser humano produz o que há de mais belo quando está podre. No sentido triste da palavra, não fétido.
Tenho sentido muitas coisas. Porém a mais forte delas é nenhuma. Nada. Desmotivante por assim dizer. Eu sou feliz. Amo o que eu faço. Amo as pessoas que me rodeiam. Amo o lugar onde eu vivo. Amo a história que eu tenho. E a pessoa que ela me tornou. Amo meu dia. Amo a mim mesma, o que é um grande passo. E certas vezes por alguns instantes meu coração volta a bater. Porém tenho sentido vontade de simplesmente virar as costas e caminhar para lugar nenhum. Onde não hajam os mesmos rostos. E onde não hajam os mesmos cartazes. Esse lugar particularmente não existe porque qualquer lugar tornar-se-ia o mesmo do qual eu sai depois de um tempo. Então eu escrevo para que ninguém entenda, embora muitos vejam seus rostos nas palavras.
E novamente troquei o assunto. Outro defeito devo apontar. Eu sou egoísta. Eu descreveria muito bem qualquer outrem ou pelo menos acreditaria que o faria bem. Mas entorno e acabo voltando a mim. Bom, você faria o mesmo e o faz. Então ninguém pode me processar. Esse parágrafo novamente é um bom exemplo da falha apontada no mesmo. E retomo-o como exemplo também da auto-critica sobre falta de foco.
A questão é que egoísta e inspirada como estou tampouco consigo pensar que o que me falta na verdade é algo que resisto. O nada que sinto na verdade é algo que evito preencher. Eu os atraio e os afasto. Eu os encanto e os renego. E ainda me pergunto porque se foram. Logo a culpa de tudo na verdade não está em nenhum outro fator. Apenas eu. E o universo inteiro giraria entorno de mim nesse momento se isso não fosse tão cansativo.
É legal ser egoísta. É divertido ser resistente. É interessante ser fria. E é muito mais empolgante ser insana e como podem notar, eu sou. Aconselharia as coisas mais sensatas em outro momento e geralmente o faço. Logo, tampem seus ouvidos, o que não os impedirá de ler. Quem o fez é apenas um pouco mais tolo e deve se sentir bem agora. (: Espero tê-lo feito rir, ou pelo menos parecer idiota.
Eis o que aconselho. Mas não tentem isso em casa ou usem tesouras de ponta afiada.
Faça. E deixe de fazê-lo. Escolha, porém desista. Magoe. E finja que não se importa. Durma mais uma hora. Compre e depois jogue fora. Corra na direção errada. Roube uma placa de trânsito. Fale como quiser e não se corrija mentalmente. Ignore. Beba coca no café da manhã. Critique algo e o faça. Seja hipócrita. Trague. Fuja. Perca de propósito. Escreva seu próprio nome errado. Recomece. Minta. Minta de novo. Corrompa. Desacredite-se. Não confie. Use as roupas pelo avesso. Roube uma caneta. Cante musicas que não entende. Grite até sua garganta doer. Pise no pé de alguém de propósito. Negue um beijo. Tome banho de chuva com o celular no bolso. Não sinta compaixão. Não ajude. Queime. Seja irritante. Corte uma camiseta velha. Transforme uma lembrança em lixo. Atravesse a rua ao vê-lo. Aperte aqueles pelúcias irritantes que cantam. Durma em uma aula. Teime. Roube uma idéia. Levante uma sobrancelha. Ofenda. Machuque. Beba mais um copo. Seduza sem que realmente queira pra si. Dê um fora e continue a amizade. Lute sabendo que vai perder. Desarrume o cabelo. Ouça musicas no ultimo volume. Guarde dinheiro e o roube de si mesmo. Escreva mentiras para parecer legal. Tire fotos obscenas. Escolha cores que destoam. E jogue pipoca nos espectadores. Decepcione. Desminta. Mostre o dedo do meio. E misture as fichas em ordem alfabética. Disque o numero errado. Não ligue no dia seguinte. Não agradeça. Faça algo que considere errado. E escreva tudo isso sem se sentir culpado.
Eu tenho uma grande falha no meu estilo literário, e também na minha oratória. Embora muitos não o percebam ou pelo menos não me digam, isso já foi criticado, mas teimosamente não concerto ou simplesmente não consigo. Esse parágrafo é exatamente um bom exemplo da falha da qual descrevo. Eu não tenho foco. Começo com um pensamento e de repente outro surge, sem que eu resista descrevê-lo. Como faço agora.
Voltando ao primeiro tópico, se é que eu consigo, percebi outro dia que escrevo muito melhor quando não estou bem. E estudando um pouco isso percebo que todos os grandes artistas que já existiram produziram suas melhores obras em depressão, cativeiro ou melancolia, ou simplesmente bêbados. O ser humano produz o que há de mais belo quando está podre. No sentido triste da palavra, não fétido.
Tenho sentido muitas coisas. Porém a mais forte delas é nenhuma. Nada. Desmotivante por assim dizer. Eu sou feliz. Amo o que eu faço. Amo as pessoas que me rodeiam. Amo o lugar onde eu vivo. Amo a história que eu tenho. E a pessoa que ela me tornou. Amo meu dia. Amo a mim mesma, o que é um grande passo. E certas vezes por alguns instantes meu coração volta a bater. Porém tenho sentido vontade de simplesmente virar as costas e caminhar para lugar nenhum. Onde não hajam os mesmos rostos. E onde não hajam os mesmos cartazes. Esse lugar particularmente não existe porque qualquer lugar tornar-se-ia o mesmo do qual eu sai depois de um tempo. Então eu escrevo para que ninguém entenda, embora muitos vejam seus rostos nas palavras.
E novamente troquei o assunto. Outro defeito devo apontar. Eu sou egoísta. Eu descreveria muito bem qualquer outrem ou pelo menos acreditaria que o faria bem. Mas entorno e acabo voltando a mim. Bom, você faria o mesmo e o faz. Então ninguém pode me processar. Esse parágrafo novamente é um bom exemplo da falha apontada no mesmo. E retomo-o como exemplo também da auto-critica sobre falta de foco.
A questão é que egoísta e inspirada como estou tampouco consigo pensar que o que me falta na verdade é algo que resisto. O nada que sinto na verdade é algo que evito preencher. Eu os atraio e os afasto. Eu os encanto e os renego. E ainda me pergunto porque se foram. Logo a culpa de tudo na verdade não está em nenhum outro fator. Apenas eu. E o universo inteiro giraria entorno de mim nesse momento se isso não fosse tão cansativo.
É legal ser egoísta. É divertido ser resistente. É interessante ser fria. E é muito mais empolgante ser insana e como podem notar, eu sou. Aconselharia as coisas mais sensatas em outro momento e geralmente o faço. Logo, tampem seus ouvidos, o que não os impedirá de ler. Quem o fez é apenas um pouco mais tolo e deve se sentir bem agora. (: Espero tê-lo feito rir, ou pelo menos parecer idiota.
Eis o que aconselho. Mas não tentem isso em casa ou usem tesouras de ponta afiada.
Faça. E deixe de fazê-lo. Escolha, porém desista. Magoe. E finja que não se importa. Durma mais uma hora. Compre e depois jogue fora. Corra na direção errada. Roube uma placa de trânsito. Fale como quiser e não se corrija mentalmente. Ignore. Beba coca no café da manhã. Critique algo e o faça. Seja hipócrita. Trague. Fuja. Perca de propósito. Escreva seu próprio nome errado. Recomece. Minta. Minta de novo. Corrompa. Desacredite-se. Não confie. Use as roupas pelo avesso. Roube uma caneta. Cante musicas que não entende. Grite até sua garganta doer. Pise no pé de alguém de propósito. Negue um beijo. Tome banho de chuva com o celular no bolso. Não sinta compaixão. Não ajude. Queime. Seja irritante. Corte uma camiseta velha. Transforme uma lembrança em lixo. Atravesse a rua ao vê-lo. Aperte aqueles pelúcias irritantes que cantam. Durma em uma aula. Teime. Roube uma idéia. Levante uma sobrancelha. Ofenda. Machuque. Beba mais um copo. Seduza sem que realmente queira pra si. Dê um fora e continue a amizade. Lute sabendo que vai perder. Desarrume o cabelo. Ouça musicas no ultimo volume. Guarde dinheiro e o roube de si mesmo. Escreva mentiras para parecer legal. Tire fotos obscenas. Escolha cores que destoam. E jogue pipoca nos espectadores. Decepcione. Desminta. Mostre o dedo do meio. E misture as fichas em ordem alfabética. Disque o numero errado. Não ligue no dia seguinte. Não agradeça. Faça algo que considere errado. E escreva tudo isso sem se sentir culpado.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Meus pés diminuíram
Meus pés diminuíram? Ou meus passos se estreitaram? Teria eu objetivos tão grandiosos e atitudes tão pequenas? Jamais tentei alcançar as coisas que desejei. Eu apenas as desejei para que tudo o mais fosse descartável? Para que as coisas que possuo não me tomassem para si? E para que eu não chorasse ao deixar qualquer parte minha em coração qualquer?
Eu sou má. Isso, já conclui. Não inteiramente devo acrescentar. Sou o que se pode chamar de comum. O que és. O que escondes. Meus certos e errados se confundem, mas eu me sinto esclarecida. Por mais que as vezes ache que a loucura margeia os pensamentos constantes que não consigo conter por inteiro. Todas as possibilidades. Exatamente, todas elas. As mesmas que me esclarecem enlouquecendo-me. Indo de encontro ao que é óbvio, ao mesmo tempo que percebo, as palavras me são bem vindas para descrevê-las, mesmo que a mente não seja suficientemente grande para mantê-las inconscientes. Onde não me incomodariam.
Por vezes acho que sei demais. Que descobri ao contrário. Que percebo o que deveria sentir. E sinto o que ninguém mais sente. Que minhas motivações e atitudes não se encaixam em qualquer um, mas que são inteiramente admiradas por quem não teria coragem do mesmo. Onde aqueles que as conhecem comigo, a vangloriam, e aqueles que apenas as conhecem, a repudiam.
Sim, eu me livrei das convenções. Não sem antes entende-las, aceitá-las, saber recitar todas elas, e saber a face que se faz a qualquer menção dos tabus. Esse é meu mal, entender afinal. Antes que seja dito. Pronunciado. Antes que se torne vivo ou tangível. Eu o tenho dito. A tendência do que sentem. O prelúdio do que antevêem. Eu sei o que o faz só. O que lhe faz chorar. Mesmo que por vezes você não tenha a sorte de fazer tamanha simples associação, e chore, então. Monet. Ah, os borrões!
Eu lhe direi boas palavras, que parecem fazer sentido. Eu lhe sussurrarei ao ouvido. E sim, por vezes, admito, vou amar. Mas quando o corpo e todas as conexões nervosas me são tão familiares, onde a mente apossou-se de qualquer figurativo emocional, eu lhe digo, não perdoarei. E não hesitarei em deixar nada para trás. Com os passos estreitos de quem não vai por completo. De quem fere, para saber que ainda pode voltar, mesmo que não intencione a tal.
Sim, a loucura e o mal. Por vezes desejaria que coubessem em descrições minhas. Não sou hipócrita devo aferir. Todos os rostos meus me pertencem por completo. E todos os sorrisos seus devotados a mim me satisfazem. Devo lembrá-los, de que mais que apenas um ser humano, já egoísta e mal talhado em nossa origem, sou também alguém que ambiciona conhecer os limites do poder que possuo. Poder nenhum. Poder qualquer. Aquele que montei para mim, após ser derrotada. Quando minha face deixou de doer depois da noite chorada. Aquele que a humilhação transformou em orgulho. E que agora possuo, querendo sempre mais e o nada.
Meus pés diminuíram. Mas meus passos não são para trás. Meu vocabulário cresceu mas minhas histórias não se tornaram mais floreadas. Eu amo. Eu sangro. Eu corto. Eu rio. Eu minto. Eu choro. Eu vivo. Eu mato. Eu não sou a coisa perfeita que já desejei ser diante de quem me olha. Ainda que alguns duvidem das palavras aqui citadas. Ainda que eu tenha caminhado passos para fora da sua mente fechada. Eu não caibo em seu mundo. Pois o meu tem o tamanho da minha mente. A mesma loucura intocada. A mesma que enlouquece os punhos que puxam os cabelos para que eu esqueça de pensar. A loucura que me convém. Que me afoga. Que escreve. Que provavelmente, também, irá me matar.
Eu sou má. Isso, já conclui. Não inteiramente devo acrescentar. Sou o que se pode chamar de comum. O que és. O que escondes. Meus certos e errados se confundem, mas eu me sinto esclarecida. Por mais que as vezes ache que a loucura margeia os pensamentos constantes que não consigo conter por inteiro. Todas as possibilidades. Exatamente, todas elas. As mesmas que me esclarecem enlouquecendo-me. Indo de encontro ao que é óbvio, ao mesmo tempo que percebo, as palavras me são bem vindas para descrevê-las, mesmo que a mente não seja suficientemente grande para mantê-las inconscientes. Onde não me incomodariam.
Por vezes acho que sei demais. Que descobri ao contrário. Que percebo o que deveria sentir. E sinto o que ninguém mais sente. Que minhas motivações e atitudes não se encaixam em qualquer um, mas que são inteiramente admiradas por quem não teria coragem do mesmo. Onde aqueles que as conhecem comigo, a vangloriam, e aqueles que apenas as conhecem, a repudiam.
Sim, eu me livrei das convenções. Não sem antes entende-las, aceitá-las, saber recitar todas elas, e saber a face que se faz a qualquer menção dos tabus. Esse é meu mal, entender afinal. Antes que seja dito. Pronunciado. Antes que se torne vivo ou tangível. Eu o tenho dito. A tendência do que sentem. O prelúdio do que antevêem. Eu sei o que o faz só. O que lhe faz chorar. Mesmo que por vezes você não tenha a sorte de fazer tamanha simples associação, e chore, então. Monet. Ah, os borrões!
Eu lhe direi boas palavras, que parecem fazer sentido. Eu lhe sussurrarei ao ouvido. E sim, por vezes, admito, vou amar. Mas quando o corpo e todas as conexões nervosas me são tão familiares, onde a mente apossou-se de qualquer figurativo emocional, eu lhe digo, não perdoarei. E não hesitarei em deixar nada para trás. Com os passos estreitos de quem não vai por completo. De quem fere, para saber que ainda pode voltar, mesmo que não intencione a tal.
Sim, a loucura e o mal. Por vezes desejaria que coubessem em descrições minhas. Não sou hipócrita devo aferir. Todos os rostos meus me pertencem por completo. E todos os sorrisos seus devotados a mim me satisfazem. Devo lembrá-los, de que mais que apenas um ser humano, já egoísta e mal talhado em nossa origem, sou também alguém que ambiciona conhecer os limites do poder que possuo. Poder nenhum. Poder qualquer. Aquele que montei para mim, após ser derrotada. Quando minha face deixou de doer depois da noite chorada. Aquele que a humilhação transformou em orgulho. E que agora possuo, querendo sempre mais e o nada.
Meus pés diminuíram. Mas meus passos não são para trás. Meu vocabulário cresceu mas minhas histórias não se tornaram mais floreadas. Eu amo. Eu sangro. Eu corto. Eu rio. Eu minto. Eu choro. Eu vivo. Eu mato. Eu não sou a coisa perfeita que já desejei ser diante de quem me olha. Ainda que alguns duvidem das palavras aqui citadas. Ainda que eu tenha caminhado passos para fora da sua mente fechada. Eu não caibo em seu mundo. Pois o meu tem o tamanho da minha mente. A mesma loucura intocada. A mesma que enlouquece os punhos que puxam os cabelos para que eu esqueça de pensar. A loucura que me convém. Que me afoga. Que escreve. Que provavelmente, também, irá me matar.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Crônicas de nada

Há um vazio. Há uma bolha de ar entre dois lábios. E não há nenhuma sensação na barriga. E os pensamentos ocorrem. E não se perde o fôlego. E há o vazio. Mas a mente está cheia. Mas não há ninguém dentro dela. Mas ainda há um beijo.
“Eu dei o teu nome pra uma estrela e no outro dia eu a perdi”. E o universo é um vazio ínfimo próximo ao vazio no coração. E não há motivos pra se estar triste. A alegria tão pouco se manifesta. E contam-se os dias pra uma viagem. Pra uma nova vida. Ou um novo amor. Sempre haverão boas músicas pra quando há um vazio, ou uma inspiração. E os acordes contam a nossa história mesmo sem intenção.
Sempre haverão bons amigos com quem conversar. E sempre haverão coisas que não falaremos mesmo assim. E há um vazio porque não se quer pensar naquilo que não há ou haverá. Nem mesmo se sabe o que é, porque não há. Não mais. Mas os beijos podem significar mais para os outros lábios. Mesmo que não hajam palavras. E haja o vazio.
E despedem-se com piadas sarcásticas. As palavras mudam, mas os jogos são os mesmos. Quem joga os dados olhando nos olhos, ganha. Mas não sabe como jogar quando não há jogo. Mas sentimentos. E as neuroses tomam conta dos copos. E perdemos estrelas.
Dentro de muitos há um todo. Mas dentro de outros não há ninguém. Por que já houve um todo, que nem mesmo muitas coisas podem preencher. E escolhemos esquecer. Trabalhar. Ler. Assistir. Beijar. Escrever. Mas o vazio ainda está lá. E ele não sente os lábios se tocarem. Não há mãos tremulas. Apenas confiança. E nesse caso, ela não preenche ego, ou qualquer outra coisa. É um anexo do que se pode sentir. E quando se pode fazer algo maior, escolhemos o vazio.
O vazio não machuca. O vazio não nos traz lembranças ruins. Apenas existe. Ele nos deixa respirar. E não nos dá dor de cabeça. Muito menos nos irrita. O vazio é deprimente. Não nos alegra. Não nos traz lembranças felizes. Ele não nos tira o fôlego. Apenas não existe. É um vazio.
Querer preenchê-lo só o faz mais vazio. Se alimenta de cigarros, música, livros, dilemas alheios, copos translúcidos com líquidos azuis e ausência de palavras. É uma dor anestésica. Um sentimento insensível. E então ele nos esfria. O vazio se enche de significados que não significam-se. Somente para acalantarmos a idéia de que estamos ganhando um jogo que não existe. E nós o ganhamos. Mas na estante há um vazio onde o troféu deveria ocupar.
Mesmo estando preenchido agora, encare o fato de que um vazio pode existir. Não existindo. Porque quando não há tampouco se sente. Mas muito se pensa. Dê o nome de alguém a uma estrela e esqueça a qual. Ela ainda estará lá. Poucas palavras podem descrever o vazio quanto esta: “amei”.
Então ame. Porque não há nada mais cheio. Vale a pena sentir-se vazio sabendo que já esteve-se transbordando. Recomendo tomar o copo todo antes que a bebida esquente e você tenha que engoli-la com desgosto. Tome até a última gota. E mantenha o gosto nos lábios. Espere que alguma hora o garçom volte e preencha seu copo vazio. Se ele não voltar tenha em mente que a última dose é sempre a melhor. Sinta-se vazio somente quando compreender o significado de estar completo. O vazio não machuca então não há o que temer. O vazio não agrada então não há o que esperar. O vazio não nos faz gozar. O vazio apenas não existe. E não há.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Leia enquanto eles ainda sorriem
Não importando quem você é. O Deus que você cultua. Ou o político que você apóia. Ao entrar no hospital infantil você se sente indignado com todos eles. Suas feições congelam. E você sabe o que é tristeza na verdade.
Dói muito perder um grande amor. Dói machucar alguém que te ama. Dói fracassar em algo que você podia ter feito melhor. Ter se esforçado mais. Mas dói muito mais se sentir impotente diante de um sistema todo de falhas humanas, corrupção e doença.
Eu sorria e brincava de super herói, mas queria chorar por não ter super poderes e não poder fazer nada mais que dizer que vai ficar tudo bem. E as crianças sorriem pra você. Porque são crianças. E espero que nunca cresçam para saber que vivem em um mundo quebrado. E esse mundo se quebra nos ossos mais fracos. Espero que não deixem de sorrir.
Você pode apoiar qualquer governo, pode defender qualquer ideal utópico que tenham entupido sua cabeça com campanhas coloridas e simbologias. Mas ao entrar em um hospital infantil você odeia a todos aqueles que já tiveram chance de mudar o mundo e dormiram tranquilos sobre travesseiros com penas de ganso. Mais ainda se você vai visitar alguém em especial. A dor só nos visita mais próximo ao coração quando não é no noticiário a situação.
Abram-se as portas de vidro para as casas luxuosas que saem na Caras, mas fechem-se as portas que nos levam a leitos mal-arrumados. Façam-se protestos por salários maiores e asfalto, mas deixem que as crianças sonhem enquanto dormem. Mesmo que elas sintam dor, elas sorriem. Mas aos poucos não vejo mais o brilho nos olhos delas. Querem ir pra casa. Qualquer lugar que não seja ali. Sentem calor. E dói esperar.
Faltam cores nos hospitais. Faltam contadores de historias. Mas acreditem, está cheio de pessoas frias que não querem saber seu nome e lhe enfiam agulhas. Se existe vida nessas pessoas, ao lavarem as mãos, a vida se esvai. E a vida se esvai das crianças. Elas não votam. Mas se votassem, não trocariam essa chance por telhas, nem que fossem de chocolate, ou por asfalto, nem se fosse de coca-cola, elas trocariam seu voto talvez pela chance de estar em casa agora. Poder brincar e subir mais de dez vezes naquela mesma arvore de onde caíram. Ou comer aquela moeda que parecia tão interessante. E poder ficar em casa. E tudo ficar bem. Por que aquele lugar frio torna-se-ia confortável no governo eleito pelas crianças.
Um hospital infantil é um dos poucos lugares do mundo cheio de crianças onde você não se sente feliz. Todas as crianças vão para o céu. Talvez por inveja disso esses hipócritas que elegemos as deixam em um inferno aqui.
Dói muito perder um grande amor. Dói machucar alguém que te ama. Dói fracassar em algo que você podia ter feito melhor. Ter se esforçado mais. Mas dói muito mais se sentir impotente diante de um sistema todo de falhas humanas, corrupção e doença.
Eu sorria e brincava de super herói, mas queria chorar por não ter super poderes e não poder fazer nada mais que dizer que vai ficar tudo bem. E as crianças sorriem pra você. Porque são crianças. E espero que nunca cresçam para saber que vivem em um mundo quebrado. E esse mundo se quebra nos ossos mais fracos. Espero que não deixem de sorrir.
Você pode apoiar qualquer governo, pode defender qualquer ideal utópico que tenham entupido sua cabeça com campanhas coloridas e simbologias. Mas ao entrar em um hospital infantil você odeia a todos aqueles que já tiveram chance de mudar o mundo e dormiram tranquilos sobre travesseiros com penas de ganso. Mais ainda se você vai visitar alguém em especial. A dor só nos visita mais próximo ao coração quando não é no noticiário a situação.
Abram-se as portas de vidro para as casas luxuosas que saem na Caras, mas fechem-se as portas que nos levam a leitos mal-arrumados. Façam-se protestos por salários maiores e asfalto, mas deixem que as crianças sonhem enquanto dormem. Mesmo que elas sintam dor, elas sorriem. Mas aos poucos não vejo mais o brilho nos olhos delas. Querem ir pra casa. Qualquer lugar que não seja ali. Sentem calor. E dói esperar.
Faltam cores nos hospitais. Faltam contadores de historias. Mas acreditem, está cheio de pessoas frias que não querem saber seu nome e lhe enfiam agulhas. Se existe vida nessas pessoas, ao lavarem as mãos, a vida se esvai. E a vida se esvai das crianças. Elas não votam. Mas se votassem, não trocariam essa chance por telhas, nem que fossem de chocolate, ou por asfalto, nem se fosse de coca-cola, elas trocariam seu voto talvez pela chance de estar em casa agora. Poder brincar e subir mais de dez vezes naquela mesma arvore de onde caíram. Ou comer aquela moeda que parecia tão interessante. E poder ficar em casa. E tudo ficar bem. Por que aquele lugar frio torna-se-ia confortável no governo eleito pelas crianças.
Um hospital infantil é um dos poucos lugares do mundo cheio de crianças onde você não se sente feliz. Todas as crianças vão para o céu. Talvez por inveja disso esses hipócritas que elegemos as deixam em um inferno aqui.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Sempre. Mesmo que eu não saiba quão longo isso significa.

Ela se preocupa demais. Seu coração palpita. E então está só. Afastou-os pela incerteza. Suas próprias tempestades molharam seus sonhos. E seu desejo de ter se tornou no medo de perder. E trêmula, chora. Ao fechar os olhos, nada ilumina a escuridão.
Ele disse, nada mais que palavras. E as palavras a ferem. Por mais que não tencionem. Ela é inconstante como o vento. E seu peito rasga de lamentos. Ainda sente algo. E ambos sabem. Os olhos se encontram. Apesar das palavras se esconderem. Os abraços demoram. Apesar dos encontros serem breves. E eles choram. Apesar de prometerem serem felizes.
Eu fui feita pra você. Pode até ser. Porém as peças queimaram-se, entortaram-se. Não mais se encaixam. Embora saibam, havia uma bela imagem a formar. E ele sussurra ao ouvido as palavras que ela mais ama e odeia. “Eu sempre vou te amar”. Embora ela o tenha ferido. Expulsado. Traído. Quebrado. Ele ainda está lá. E sempre vai estar.
Seus lábios abrem-se. Sua mente forma a frase. “Eu não te amo mais.”. Porém coração fala e a voz rouca diz mais do que um presente e menos do que uma promessa. “Eu também te amo”. E ela sabe que aquilo fere ao mesmo tempo que cura. Aquilo fecha a sepultura. Arrepia a alma e a segura. Porém… não há o medo de perder, pois não possuem um ao outro. Não mais. Não há a cobrança do previsível. Pois não há o compromisso. Apenas a certeza de que tudo era perfeito. E que ambos só poderiam estragar aquilo com o tempo.
Melhor deixar que viva. Perfeito e cálido. Melhor deixar que espere. Completo e egoísta. Ocupando onde é benquisto. Fechando-se diante do abismo. Beijando outros lábios. Jogando os jogos que os distraem. Cortando os laços que desamarram-se com facilidade. Amarrando outros de cores que não os satisfazem. Fingindo que o tempo não passa. Lembrando-se de como eram. Encontrando-se por acaso. Até que sejam vencidos pelo cansaço. E o estraguem sem descaso.
Porque não se trata de dar certo ou errado. E sim de um dia poder estar ao seu lado. Odiando e amando. Fazendo certo e errando. E ainda assim, amando. Mesmo não sendo amantes. Sem promessas ou datas previstas. Sem vestidos de revistas. Só o que eu sinto e o que você sente. Ninguém a frente. Um ao lado do outro. De mãos dadas. Com a vida formada. Porém escolhendo a estrada. E os cabelos soltos.
Eu sempre vou te amar. Eu sei.
segunda-feira, 23 de maio de 2011

O ser humano, renegando sua instintividade. Vive como matilha. Resguardam-se como ovelhas. E dormem como filhotes. Ambiciosos com os olhos abertos. E desejosos quando fechados. Embora sentindo-se espertos, matam-se sufocados.
No curto suspiro que se observam. Delegam-se objetivos e objetos. Vestindo roupas que os apertam. Julgando aqueles que não se adéquam. Comprando carros que os distinguem. Entupindo ruas que os afastam. Vendendo almas que não possuem. E alugando espaços que não os pertencem. Em um mundo que habitam enquanto o ignoram. Fugindo de olhares que procuram. Inventando abajures. Pois ainda tem medo do escuro.
Solucionando problemas matemáticos. Somando notas que não acabam. Derrubando riquezas verticais. Enquanto os gráficos delatarem “MAIS”. Tornando-os mais ricos. Lotando os abrigos que não os confortam. Abraçando causas que não suportam. Vestindo palavras que não acreditam. Votando em homens que não confiam. Apertando mãos. Enquanto os pés preparam-se. Até que seja dada a rasteira sem que se marque a falta. Espanando a poeira. Sorrindo inabaláveis. Visualizando preços instáveis. Pagando mulheres que os satisfazem. Por preços lamentáveis.
Bebendo ácidos que os corroem. Corrompendo laços que os constroem. Sentindo gostos que se abstraem. Pensando em números. Assistindo a jornais que não os abalam. Fazendo sexo pensando no seu orgasmo. Mandando flores pelo significado. Não por sua beleza. Deixando comida na mesa. Jogando cigarros no chão. Deixando os sonhos sem dormir. Simplesmente pra conseguir. Estando tão perto. Eis o que temos aqui. O ser humano finda-se. Antes de usufruir.
Deixando qualquer coisa que tenha sido. Descrito no que significava. Não sabendo ele o que o representava. Se um filho da pu#% ou pai amado. Somente pelo descuidado de não estar presente e ter enviado presentes. Não podendo arrepender-se. Ou testar-se. Recomeçando de onde parasse. Fazendo o mesmo. Mesmo que tentasse. Apenas mais humano. E mais errado. Começando pelo pecado. De talvez, nunca ter amado.
Nem a si. Ou seus objetivos. Por que uma vez tocado pelo sucesso qual seria a sensação vazia de não poder compartilhá-lo? Quantos seriam os dígitos que o satisfariam? Nunca imprimiremos dinheiro suficiente para satisfazermo-nos. Nunca nos amaremos o suficiente para dele nos desfazermos. Nos o possuímos enquanto somos possuídos. Assim como todas as coisas que não deixaríamos para trás. As pessoas pelo contrario, fazem a escolha de vir ou não conosco. Eu não as abandonaria tão fácil nem mesmo por um pedaço de papel gélido e colorido. Ele se desbotaria em minhas mãos. Assim como me desboto no mundo.
Tudo depende do lado que você observa.

Eu não sou nada. Suas mãos me atravessam. Eu sou invisível. Nada transparente. Opaca. Através de mim. Talvez um mundo melhor. Mas dentro. Nada pior. Vidraça. Trincada nos cantos. Polida até brilhar. Não sustentando qualquer peso. Atravessada por uma paisagem que não me pertence. O mundo é belo. Só isso que posso dizer. Mostrá-lo. Escuro ou claro. Ele ainda está lá. Através de mim. Eu não o represento ou o aprisiono. Ilusão seria acreditar que o protegeria dele sem quebrar.
Se tornasse a pensar como seria. Quem sabe, desejando o contrário… O que se realizaria? Uma terceira opção que não me agrada. E sempre existem lágrimas. Por mais que os pores-do-sol continuem a encenar. O dia sempre se finda. E eu só posso fazê-lo sorrir. O que mais eu poderia fazer? Dizer-lhe que todas as coisas se realizarão? Que tudo será perfeito? Que pra todos os problemas tem jeito? Que não se sentirá só? Que não se magoará? Que não magoará ninguém?
Eu sou otimista. Não mentirosa. As coisas darão errado. É a tradição. Apesar dos sorrisos largos. Apesar do tempo escasso. Sempre há o fracasso. Mas sempre lhe resta a lição. De todas as coisas ruins. De todos os momentos tristes. De todas as páginas rasgadas. E em todas as despedidas. Sempre há o que fica. Há o retrovisor da vida. E a possibilidade de ir pela contra-mão. Na velocidade permitida. Ou não.
Você vai falhar inúmeras vezes. Você vai chorar por meses. Você vai se arrepender. Você vai escolher. E isso vai te rasgar. E ao se costurar, você vai sangrar. Mas por mais que ao olhar-se no espelho você veja retalhos. Eu vejo um confortável cobertor improvisado. Esse é o meu pecado. Ver o outro lado. Mesmo quando errado. Sendo ou não o combinado. Eu encontro um atrativo. Preferindo ser enganado pelo positivo. Eu simplesmente vejo o bom lado. E o abraço sem descaso.
Nem lembro ou esqueço. Apenas desvaneço.
As palavras não me tem sido bem-vindas recentemente. Por isso o abandono. Não que eu as tenha perdido. Apenas descobri meios de me distrair de minha própria existência. São affairs insubstanciais. Sentimentos colegiais. Outras histórias que não a minha. Outras vidas. Trabalhos acadêmicos. E uma certa exclusão particular.
Tanto tempo faz que não penso em mim. Sinto como se nem mesmo possuísse nenhum amigo. As palavras entre nós tornaram-se também superficiais. Momentâneas. Espontâneas. E alegres. Eu não tenho o que lhes confortar. Não mais. Nem mesmo sinto que preciso de conforto. E isso afasta.
Onde não há dor a se compartilhar talvez não haja intimidade. E eu me abstive de qualquer sentimento sobre o qual divagar. Não tendo o que lhes confidenciar. Sobra-me o cotidiano. Embora sejam surpresas. Um telefonema anônimo. Um tabu infantil. Um relacionamento corriqueiro. Embora aconteçam. Eu prefiro ler. E então desvaneço. Em minha própria vida.
Apesar de aparentemente deprimente a descrição, não há a tormenta que pressupõe-se. Nem mesmo tristeza afinal. Só momentos felizes. E o ignorar do que me afetaria. Só os dias calmos. E as noites em claro.
Nas horas que passo sozinha sinto que saí. Que nem mesmo eu me acompanho afinal. Que as coisas que me distraem subtraíram-me. Porém elas se findam Chegam à última página. Assim eu incessantemente procuro por outras. Outras palavras. Outras gravuras. Outras histórias. Que não a minha.
Eu nomearia como um vicio. Ou vadiagem enfim. Mas eu o abraço qualquer que seja sua definição. Aquilo que não me faz esquecer. Ou lembrar. Apenas acrescenta informação. Mais e mais palavras. Mesmo que elas não me contenham. Eu as tomo em meu cálice. Todos os sorrisos que me são dados. E toda a felicidade que eu posso proporcionar. Tudo isso sem que eu precise realmente pensar.
Deveras falso eu concluí que seja então, a seguinte declaração, que basta felicidade para se estar completo. Eu me abstive do que fosse incomodo e eis então que não mais me sinto vazia. Ou mesmo cheia. Apenas desinteressada.
Cabe a qualquer um então aquilo que tampouco me interessa: definir se isso é ruim ou bom. Assim como suponho tampouco preocupe qualquer um. Quando triste, o consolo. Mas quando feliz o que se deve fazer? Duvido que existam palavras que me consolem do que não sinto afinal.
Eis minha grande sina. Quando não se sabe o que se passa atrás do sorriso esnobe. Feri-se por dentro aquele que acredita. Inútil senti-se. Então afasta-se. Qualquer coisa que me pudesse ser dita, acabo por adverti-las de que não são bem vindas no final.
A melancolia dessas palavras porém contradizem o que elas dizem. Não sei dizer se a forma como serão lidas expressarão a lentidão com a qual foram escritas. Há tempos não me lia. Tanto mais eu não me via. É um esforço complacente forçar-me a dizer-lhes o quão desinteressante sou agora, Apesar de bem quista. Apesar de bem vista. Quase sempre acompanhada. Descendo alegremente escadas. Eu nunca fui tão sozinha e calma.
Tanto tempo faz que não penso em mim. Sinto como se nem mesmo possuísse nenhum amigo. As palavras entre nós tornaram-se também superficiais. Momentâneas. Espontâneas. E alegres. Eu não tenho o que lhes confortar. Não mais. Nem mesmo sinto que preciso de conforto. E isso afasta.
Onde não há dor a se compartilhar talvez não haja intimidade. E eu me abstive de qualquer sentimento sobre o qual divagar. Não tendo o que lhes confidenciar. Sobra-me o cotidiano. Embora sejam surpresas. Um telefonema anônimo. Um tabu infantil. Um relacionamento corriqueiro. Embora aconteçam. Eu prefiro ler. E então desvaneço. Em minha própria vida.
Apesar de aparentemente deprimente a descrição, não há a tormenta que pressupõe-se. Nem mesmo tristeza afinal. Só momentos felizes. E o ignorar do que me afetaria. Só os dias calmos. E as noites em claro.
Nas horas que passo sozinha sinto que saí. Que nem mesmo eu me acompanho afinal. Que as coisas que me distraem subtraíram-me. Porém elas se findam Chegam à última página. Assim eu incessantemente procuro por outras. Outras palavras. Outras gravuras. Outras histórias. Que não a minha.
Eu nomearia como um vicio. Ou vadiagem enfim. Mas eu o abraço qualquer que seja sua definição. Aquilo que não me faz esquecer. Ou lembrar. Apenas acrescenta informação. Mais e mais palavras. Mesmo que elas não me contenham. Eu as tomo em meu cálice. Todos os sorrisos que me são dados. E toda a felicidade que eu posso proporcionar. Tudo isso sem que eu precise realmente pensar.
Deveras falso eu concluí que seja então, a seguinte declaração, que basta felicidade para se estar completo. Eu me abstive do que fosse incomodo e eis então que não mais me sinto vazia. Ou mesmo cheia. Apenas desinteressada.
Cabe a qualquer um então aquilo que tampouco me interessa: definir se isso é ruim ou bom. Assim como suponho tampouco preocupe qualquer um. Quando triste, o consolo. Mas quando feliz o que se deve fazer? Duvido que existam palavras que me consolem do que não sinto afinal.
Eis minha grande sina. Quando não se sabe o que se passa atrás do sorriso esnobe. Feri-se por dentro aquele que acredita. Inútil senti-se. Então afasta-se. Qualquer coisa que me pudesse ser dita, acabo por adverti-las de que não são bem vindas no final.
A melancolia dessas palavras porém contradizem o que elas dizem. Não sei dizer se a forma como serão lidas expressarão a lentidão com a qual foram escritas. Há tempos não me lia. Tanto mais eu não me via. É um esforço complacente forçar-me a dizer-lhes o quão desinteressante sou agora, Apesar de bem quista. Apesar de bem vista. Quase sempre acompanhada. Descendo alegremente escadas. Eu nunca fui tão sozinha e calma.
terça-feira, 17 de maio de 2011
Pedaço de mim que de mim nada tem
Devo confessar. Estou perdidamente apaixonada!
Não tive como fugir desse amor avassalador que se instalou no meu coração e que promete ficar ali pra sempre.
Posso estar triste, estressada com os problemas do trabalho, cansada dos dias de batalha, não importa. Ele chega com um jeitinho manso e me tira o maior e mais lindo sorriso.
Ah, tô xonada por esse garoto... e em tão pouco tempo! Ele mal sabe quem sou e mesmo assim corresponde ao meu sentimento.
Menino lindo, encantador...amo seus olhos, seu sorriso, seu cheiro, sua bagunça, até seu choro. Tudo nele é perfeito!
Minha vida ganhou novo significado desde que ele chegou. Há 8 meses é ele, João Victor a razão de tanto amor.
Dedicado ao meu pequenino sobrinho.
Não tive como fugir desse amor avassalador que se instalou no meu coração e que promete ficar ali pra sempre.
Posso estar triste, estressada com os problemas do trabalho, cansada dos dias de batalha, não importa. Ele chega com um jeitinho manso e me tira o maior e mais lindo sorriso.
Ah, tô xonada por esse garoto... e em tão pouco tempo! Ele mal sabe quem sou e mesmo assim corresponde ao meu sentimento.
Menino lindo, encantador...amo seus olhos, seu sorriso, seu cheiro, sua bagunça, até seu choro. Tudo nele é perfeito!
Minha vida ganhou novo significado desde que ele chegou. Há 8 meses é ele, João Victor a razão de tanto amor.
Dedicado ao meu pequenino sobrinho.
terça-feira, 26 de abril de 2011
Madrugada

Aqui está mal iluminado. A escuridão toma o aposento quase por completo. Há apenas um feixe de luz vindo da luminária de mesa a minha frente. Não tenho medo do escuro como antes. Nele aprendi a me camuflar. Me esconder. Não sei ao certo de que. Não me pergunte. Meu olhar vaga nessa escuridão em busca de algo inesperado, assim penso. Meus ouvidos estão atentos a qualquer ruído desta casa silenciosa. Já é tarde. Estou sem sono. Tentei me distrair inúmeras vezes mais nada do que fiz foi capaz de me manter "desligada" por muito tempo.
O barulho do relógio agora me incomoda. Na verdade o que incomoda é o passar do tempo. As horas parecem se arrastar numa velocidade alucinada. E eu continuo aqui. Na minha mente um turbilhão de pensamentos surgem numa fração de segundos e se dissipam em um piscar de olhos. Sinto medo. Sinto medo não do escuro ou desse silêncio que grita aos meus ouvidos. Sinto medo dos meus pensamentos traiçoeiros, enganadores. Que fazem eu me esforçar para descobrir quem sou, mais no final todas as tentativas são em vão.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Mais uma vez...lágrimas

Ontem mais uma vez a vi chorar. Saudade era o motivo. Me disse sem sequer falar uma palavra. Bastou o olhar. Eu também não lhe disse nada, como antes fazia. Do que adiantaria lhe dizer que isso um dia vai passar. Que essa dor será amenizada com o tempo, se nem mesmo eu acredito nisso?
Nos restou apenas o silêncio. Te puxei pela mão e te abracei. Apenas abracei. Isso foi o suficiente.
A vida é assim. Aprendi. Ela apenas segue o seu rumo sem se importar se nesse processo iremos sorrir ou chorar. Seu choro, sua dor são apenas a certeza de que não adianta levarmos um considerável tempo de nossas vidas nos preparando para a perda. A capacidade de aceitar a morte, principalmente, é algo que vai bem mais além da nossa vontade.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Um vazio que se chama saudade

Pode a luz trêmula desta vela iluminar a noite do mesmo modo que seu espírito ilumina minha alma?
Pai, você pode me ouvir?
Pai, você pode me enxergar?
Pai, você pode me ouvir na noite?
Pai, você está perto de mim?
Pai, você pode me ajudar a não ser tão assustada?
Olhando para o céu pareço ver um milhão de olhos.
Quais deles são os seus?
Onde está você agora que ontem veio, agora se foi e fechou as portas?
A noite é muito escura.
O vento é muito frio.
O mundo que enxergo é muito maior agora que estou sozinha.
Ajude-me a enfrentar o que vem pela frente.
Pai, você pode me ouvir rezando?
Qualquer coisa que eu diga mesmo que a noite esteja cheia de vozes?
Lembro-me de tudo o que me ensinou, cada gesto, cada palavra.
As árvores são muito altas e eu me sinto tão pequena.
A lua parece estar duas vezes mais solitária.
E as estrelas estão em parte, mais brilhantes.
Pai, como eu te amo.
Pai, como eu preciso de você.
Sinto falta dos seus beijos de boa noite.
Bagunça

Meu peito está sem forças. O coração está esmagado. Os braços sem movimento algum. Meus beijos sem sabor. Os olhos cinzentos. O toque sem calor. Ouvidos sussuros não ouvem mais. Tudo parou. Foi simplesmente você o causador de tamanho sofrimento. De tanta dor. Ilusão. Não consigo compreender. Desarrumaste tudo. Brincaste o quanto pôde. Fizeste uma real bagunça. Agora me questino, por quê? Por qual razão? Será que alguém já o fez sentir o mesmo um dia? Talvez.
quarta-feira, 30 de março de 2011
Não há perdão
Sempre os mesmos passos. Aqueles que aprendi a não dar. Os que dão errado. Eu já vi. São os mesmo passos que tomaram por mim. Antes. Agora. Amar. Perder. Amar. Perder. Sempre os mesmos passo malditos. Nunca os mesmos pés. Nunca a mesma estrada. Mas sempre chegando ao nada. Onde eu tento esquecer os calos. Onde os beijos jamais foram dados. E onde eu jamais consigo dormir.
Eu sempre volto pra cá. Onde entendo tudo, e nada faço. Onde as coisas são tão claras, que se tornam suspeitas. Vindas de algum lugar sombrio dentro de cada um. Vivenciando o que lhes faz bem, no egoísmo que satisfazem-se ao acharem que são bons.
Talvez não me satisfaça que cada um tenha a sua vida independente de mim. Eu quero seu sangue. Sua mente. Quero que seus pensamentos sejam meus. Eu quero controlar seu humor, pra que você ria e chore, quando eu quiser. Quando meu tédio se dissipar por isso. Quando dependendo do que eu disser, você possa ser feliz ou não.
Por isso fechei minhas mãos. As fechei em volta de todos. Em volta dos pensamentos, das dores, dos problemas, das vidas. Todas em meus punhos. E a única coisa que inconseqüentemente me diverti em fazer, foi apertá-las ainda mais forte e com os punhos cerrados, dar um soco em cada face.
Uma de cada vez. Eu não te amo mais. Lento e forte. Vá embora! Com pouca precisão pois não havia receio em machucá-los, mas prezo meu próprio corpo. Eu não me importo com você! Eu coloquei meus méritos em cima de uma estante torta. Eu quero terminar… Eu coloquei minhas palavras em folhas brancas, não. Eu nem ao menos consigo escrevê-las com minhas próprias mãos. Não consigo lê-las em minha própria cabeça. Nada está claro. Apenas compreensível.
Não há quarto mais escuro do que seus próprios sonhos. Não há conforto maior do que descansar dos outros. Não há história melhor do que aquelas que ainda não li. As que jamais escrevi. Aquelas que não pensei e me surpreendem. Eu quero me assustar. Eu quero morrer e voltar. Eu quero comportar os medos que já possui e se foram. Eu quero respirar mais fundo, e beijar mais vezes. Eu quero quebrar os relógios e celulares. Quero dormir sem saber onde e acordar com quem amo. Dizer coisas horríveis, manter meu controle sobre ele, e saber que ainda me ama. Porque eu o amo. Eu amo todos vocês. Me vêem lágrimas que eu não sabia que tinha. E sentimentos que não reconheço mais. Desculpas, ainda margeiam as palavras que gostaria de dizer apesar de não expressarem o que você quer ouvir. Não há perdão.
Percebi o quão descartáveis somos. Uns para os outros. Quando se vai e o que se mantêm. Nada mais do que as ralas lembranças que aos poucos desvanecem ao tentarem ser lembradas. As mesmas estradas. O mesmo “Obrigada”. Sim, devo admitir, você não precisa de mim. E eu não preciso de você. Somos cada um. E você vai por onde quiser. Você sangrará só. Mas ao menos meus pés tem calos dos quais me orgulho quando calço seus sapatos. Não lamento tê-los deixado descalço. Eu não preciso de ninguém. Embora sinta sua falta. De todos vocês.
E por isso eu esqueço meus conceitos e meu orgulho. Que aceitei de mãos vazias. Percebendo que ele preenchia cada rosto que magoei, cada olhar de ressentimento que gerei. Cada magoa nossa. Me perdoe ser, mais do que qualquer coisa, humana. Não há culpa. Nem desavença. Não possuo crenças que me convençam de que tudo retorna até onde nada aconteceu. O que eu tenho é meu. E nada possuo. Suas palavras serão duras, e elas eu devo aceitar. De braços abertos. Com o sabor amargo que tiver. Você é quem é. Há coisas mais fáceis do que perdoar. E há coisas mais difíceis do que perder. Mas ainda assim, não peço desculpas, ou “com licença” para viver. Eu erro. Você erra. E a única coisa que me torna quem sou são os erros meus. Eu vou falhar. Com você. No Amor. Nos estudos. No trabalho. Eu sempre falho.
Mas eu tento compensar, sendo, tentando na verdade ser, alguém melhor. Um dia depois do outro. E tem dias que destruo quem sou. E tem dias que não quero ir. Tem dias que penso em ti, e nas conversas que não teremos. Porque as vezes as palavras machucam mais do que os fatos. Você merece coisa melhor. Alguém melhor. Que esse alguém seja você. Que não haja decepção por coisa qualquer. Meu desejo maior. Que ninguém jamais possa te machucar. E eu mesma o faço. Ah! Se não somos nós todos palhaços! Que você reconheça nos lábios. Nas palavras. Nos rostos, quem te ama de verdade. Você merece ser amada, exclusivamente. Você merece tudo, e nada. A escolha entre ambos. O poder de fechar os punhos e socar meu rosto. Se isso lhe fizer sentir-se melhor.
Espero que saiba, que as pessoas mudam, muito embora continuem sendo o lixo que são e amam em si. As pessoas crescem, algumas mais por fora do que por dentro. E você é uma das pessoas mais “altas” que já conheci. E outro dia percebi, que você tem o sorriso mais lindo do mundo. Que o jeito como ri levantando o rosto um pouco é a coisa mais meiga que já vi. Percebi que você deveria se amar mais que qualquer pessoa jamais poderia. Acho que não é assim. Mas ainda assim, eu te amo. E pela primeira vez, apesar de não depender disso, quero saber o que estar por vim. Obrigada. E embora eu não acredite no perdão, talvez você acredite, se ele lhe fizer bem, eu o peço a ti.
Eu sempre volto pra cá. Onde entendo tudo, e nada faço. Onde as coisas são tão claras, que se tornam suspeitas. Vindas de algum lugar sombrio dentro de cada um. Vivenciando o que lhes faz bem, no egoísmo que satisfazem-se ao acharem que são bons.
Talvez não me satisfaça que cada um tenha a sua vida independente de mim. Eu quero seu sangue. Sua mente. Quero que seus pensamentos sejam meus. Eu quero controlar seu humor, pra que você ria e chore, quando eu quiser. Quando meu tédio se dissipar por isso. Quando dependendo do que eu disser, você possa ser feliz ou não.
Por isso fechei minhas mãos. As fechei em volta de todos. Em volta dos pensamentos, das dores, dos problemas, das vidas. Todas em meus punhos. E a única coisa que inconseqüentemente me diverti em fazer, foi apertá-las ainda mais forte e com os punhos cerrados, dar um soco em cada face.
Uma de cada vez. Eu não te amo mais. Lento e forte. Vá embora! Com pouca precisão pois não havia receio em machucá-los, mas prezo meu próprio corpo. Eu não me importo com você! Eu coloquei meus méritos em cima de uma estante torta. Eu quero terminar… Eu coloquei minhas palavras em folhas brancas, não. Eu nem ao menos consigo escrevê-las com minhas próprias mãos. Não consigo lê-las em minha própria cabeça. Nada está claro. Apenas compreensível.
Não há quarto mais escuro do que seus próprios sonhos. Não há conforto maior do que descansar dos outros. Não há história melhor do que aquelas que ainda não li. As que jamais escrevi. Aquelas que não pensei e me surpreendem. Eu quero me assustar. Eu quero morrer e voltar. Eu quero comportar os medos que já possui e se foram. Eu quero respirar mais fundo, e beijar mais vezes. Eu quero quebrar os relógios e celulares. Quero dormir sem saber onde e acordar com quem amo. Dizer coisas horríveis, manter meu controle sobre ele, e saber que ainda me ama. Porque eu o amo. Eu amo todos vocês. Me vêem lágrimas que eu não sabia que tinha. E sentimentos que não reconheço mais. Desculpas, ainda margeiam as palavras que gostaria de dizer apesar de não expressarem o que você quer ouvir. Não há perdão.
Percebi o quão descartáveis somos. Uns para os outros. Quando se vai e o que se mantêm. Nada mais do que as ralas lembranças que aos poucos desvanecem ao tentarem ser lembradas. As mesmas estradas. O mesmo “Obrigada”. Sim, devo admitir, você não precisa de mim. E eu não preciso de você. Somos cada um. E você vai por onde quiser. Você sangrará só. Mas ao menos meus pés tem calos dos quais me orgulho quando calço seus sapatos. Não lamento tê-los deixado descalço. Eu não preciso de ninguém. Embora sinta sua falta. De todos vocês.
E por isso eu esqueço meus conceitos e meu orgulho. Que aceitei de mãos vazias. Percebendo que ele preenchia cada rosto que magoei, cada olhar de ressentimento que gerei. Cada magoa nossa. Me perdoe ser, mais do que qualquer coisa, humana. Não há culpa. Nem desavença. Não possuo crenças que me convençam de que tudo retorna até onde nada aconteceu. O que eu tenho é meu. E nada possuo. Suas palavras serão duras, e elas eu devo aceitar. De braços abertos. Com o sabor amargo que tiver. Você é quem é. Há coisas mais fáceis do que perdoar. E há coisas mais difíceis do que perder. Mas ainda assim, não peço desculpas, ou “com licença” para viver. Eu erro. Você erra. E a única coisa que me torna quem sou são os erros meus. Eu vou falhar. Com você. No Amor. Nos estudos. No trabalho. Eu sempre falho.
Mas eu tento compensar, sendo, tentando na verdade ser, alguém melhor. Um dia depois do outro. E tem dias que destruo quem sou. E tem dias que não quero ir. Tem dias que penso em ti, e nas conversas que não teremos. Porque as vezes as palavras machucam mais do que os fatos. Você merece coisa melhor. Alguém melhor. Que esse alguém seja você. Que não haja decepção por coisa qualquer. Meu desejo maior. Que ninguém jamais possa te machucar. E eu mesma o faço. Ah! Se não somos nós todos palhaços! Que você reconheça nos lábios. Nas palavras. Nos rostos, quem te ama de verdade. Você merece ser amada, exclusivamente. Você merece tudo, e nada. A escolha entre ambos. O poder de fechar os punhos e socar meu rosto. Se isso lhe fizer sentir-se melhor.
Espero que saiba, que as pessoas mudam, muito embora continuem sendo o lixo que são e amam em si. As pessoas crescem, algumas mais por fora do que por dentro. E você é uma das pessoas mais “altas” que já conheci. E outro dia percebi, que você tem o sorriso mais lindo do mundo. Que o jeito como ri levantando o rosto um pouco é a coisa mais meiga que já vi. Percebi que você deveria se amar mais que qualquer pessoa jamais poderia. Acho que não é assim. Mas ainda assim, eu te amo. E pela primeira vez, apesar de não depender disso, quero saber o que estar por vim. Obrigada. E embora eu não acredite no perdão, talvez você acredite, se ele lhe fizer bem, eu o peço a ti.
domingo, 27 de março de 2011
Hoje aquela sensação de desconforto e imaturidade acabou por me atormentar, e quando procurei teus traços onde meus braços abrigavam um rosto adormecido, eu tampouco pude montar tuas feições. E quando delas recordei, a imagem inexata de como eras, acho que turva e inexpressiva, parecia dizer para mim que agora haviam lágrimas de lâmina cega. Ferindo o imenso orgulho que tanto afogaste por mim. Amontoando ódio que jamais imaginei, você, poderia possuir. Havia uma música estreita e nostálgica. Era a voz cálida que cantava alheia de sentimentos por você, palavras que nos descreveriam tão bem. Então, era por isso que você tanto chorava? Gostaria de saber se ainda há a conexão entre nossas almas. Se todos esses momentos repentinos de infelicidade instantânea não passam de mensagens tuas que você jamais se permitiria mandar se pudesse. Se soubesse o que sinto, e o quanto eu pressinto. Talvez assim você me fosse verdadeiro. Talve me permitisse acalantar a sua dor que ironicamente sou eu que causo. Talvez assim, eu o curasse como você me curou. Estando longe e irresoluto. Preparando-se no escuro do que você sonhou. Trancado nas paredes desbotadas onde fizemos amor. Eu espero jamais vê-lo como minha imaginação o pintou. Parece hipocrisia mas o alívio falso que sinto quando dizes estar ótimo, acaba por me convencer de que suas palavras nem sempre são mentiras sarcásticas que você se permite conter. E ainda assim, aquele momento de desprazer me fez por alguns instantes voltar, como antes, a amar você. Não o que eras, ou as coisas que fazia, ou mesmo sua voz. Mas sim aquilo tudo que sentia por ti e ainda sinto, aquele segundo coração que criei para que jamais saísse de mim por completo, levando o corpo, talvez, mas me deixando o espírito do que fomos.
sábado, 26 de março de 2011
A Cura
O impulso. Os medos que não possuímos. A vontade. O carnal. O mistério que o desconhecido proporciona. Os lugares que tampouco conheço ou me conhecem não importando se mudam ou se mudarei. E as palavras enferrujadas nas quais me aprisiono. Descobri, me libertei das convenções. E talvez seja tão egoísta quanto achei ter deixado de ser. Ou mais.
Eu não me importo com o futuro. Eu o planejo meticulosamente para que possa estraçalhá-lo com minhas inconseqüências banais. Eu disse a mim mesma, que arrependimentos não são tangíveis possibilidades de cura. E eu não me concerto com a culpa. Talvez não a sinta. Não sei dizer. São mais seus olhares que as sentem por mim, devo aferir. Notei a vida é curta, e mais importante que a brevidade, notei, ela é minha. Meu órgãos. Minhas mãos. Minha mente. Minha loucura.
Por vezes eu machucarei a todos. E posso me desculpar. Não me arrependo no entanto do que quer que os tenha feito sangrar. Sim, eu lhes disse, há mais no homem do que maldade pura. Mas há mais em mim do que a coisa certa e as palavras tortas que digo para os feridos. E para ninguém. Minha consciência tomou pra si as lições que ainda não vivi. E eu vi minha mãe sorrir e dizer que nunca mais amaria. Parece incerto que eu lhes diga, mas amei mais do que poderia gostar de admitir a ela. Eu perdi tanto quanto, em menos dias. Eu aprendi aquilo que me libertou tão cedo, cedo em demasia. E não me faltaram alegrias. Por mais que sinta, me faltaram lágrimas.
Há o que se faz e o que se diz. E em todas as vezes que eu me calar, dentro de mim nada vai gritar. Sim, eu sangro. Eu amo ainda. Mas não mais serei aquela coisa sua que não era minha. Aquilo que por alguém vivia. E por isso, eu lamento. Não por alguém, devo admitir. Embora eu os faça sorrir, e não queira vê-los sofrer. Eu lamento saber. Saber o quão de mim deixei de ser sem perceber. E o quanto isso me tornou quem sou. Lamento embora não me desagrade. Apaixonei-me pelo que posso. E o que tenho não me seduz tanto quanto. O coração e sua simbologia exagerada tomaram o devido lugar reservado na racionalidade exacerbada. E para cada movimento seu. Para cada palavra sua. Eu terei a resposta exata. E a motivação contrária.
Sim, egoísmo em sua máxima, mas o que poderia eu dizer nessas palavras minhas onde sou para mim o que sou dentro de mim, embora tampouco me conheça por completo? Eu não sou hipócrita. Idiota, talvez. Mas isso quem define são os mesmos olhos que tomam para si a culpa que não possuo. Que me tiram as desagradáveis palavras de consolo e desculpas ínfimas. O que não pode mudar. O que não pode deixar de ser feito. O que eu diria em todas as vezes que voltasse para me corrigir. Pois eis que há vida dentro de mim. E não há vazio ou situação socialmente abalável que me convença a regressar. Eu estou onde deveria estar. E todas as vezes que voltar a ver-me, saberei, não me desagrada o que fiz ou o que deixei. E mesmo que você sangre no processo, espero que aprenda, fácil ou arduamente, assim como aprendi, que a cura não está na culpa. No remorso. Nos destroços. Ou no arrependimento. A cura, só existe e há, dentro de si.
Eu não me importo com o futuro. Eu o planejo meticulosamente para que possa estraçalhá-lo com minhas inconseqüências banais. Eu disse a mim mesma, que arrependimentos não são tangíveis possibilidades de cura. E eu não me concerto com a culpa. Talvez não a sinta. Não sei dizer. São mais seus olhares que as sentem por mim, devo aferir. Notei a vida é curta, e mais importante que a brevidade, notei, ela é minha. Meu órgãos. Minhas mãos. Minha mente. Minha loucura.
Por vezes eu machucarei a todos. E posso me desculpar. Não me arrependo no entanto do que quer que os tenha feito sangrar. Sim, eu lhes disse, há mais no homem do que maldade pura. Mas há mais em mim do que a coisa certa e as palavras tortas que digo para os feridos. E para ninguém. Minha consciência tomou pra si as lições que ainda não vivi. E eu vi minha mãe sorrir e dizer que nunca mais amaria. Parece incerto que eu lhes diga, mas amei mais do que poderia gostar de admitir a ela. Eu perdi tanto quanto, em menos dias. Eu aprendi aquilo que me libertou tão cedo, cedo em demasia. E não me faltaram alegrias. Por mais que sinta, me faltaram lágrimas.
Há o que se faz e o que se diz. E em todas as vezes que eu me calar, dentro de mim nada vai gritar. Sim, eu sangro. Eu amo ainda. Mas não mais serei aquela coisa sua que não era minha. Aquilo que por alguém vivia. E por isso, eu lamento. Não por alguém, devo admitir. Embora eu os faça sorrir, e não queira vê-los sofrer. Eu lamento saber. Saber o quão de mim deixei de ser sem perceber. E o quanto isso me tornou quem sou. Lamento embora não me desagrade. Apaixonei-me pelo que posso. E o que tenho não me seduz tanto quanto. O coração e sua simbologia exagerada tomaram o devido lugar reservado na racionalidade exacerbada. E para cada movimento seu. Para cada palavra sua. Eu terei a resposta exata. E a motivação contrária.
Sim, egoísmo em sua máxima, mas o que poderia eu dizer nessas palavras minhas onde sou para mim o que sou dentro de mim, embora tampouco me conheça por completo? Eu não sou hipócrita. Idiota, talvez. Mas isso quem define são os mesmos olhos que tomam para si a culpa que não possuo. Que me tiram as desagradáveis palavras de consolo e desculpas ínfimas. O que não pode mudar. O que não pode deixar de ser feito. O que eu diria em todas as vezes que voltasse para me corrigir. Pois eis que há vida dentro de mim. E não há vazio ou situação socialmente abalável que me convença a regressar. Eu estou onde deveria estar. E todas as vezes que voltar a ver-me, saberei, não me desagrada o que fiz ou o que deixei. E mesmo que você sangre no processo, espero que aprenda, fácil ou arduamente, assim como aprendi, que a cura não está na culpa. No remorso. Nos destroços. Ou no arrependimento. A cura, só existe e há, dentro de si.
terça-feira, 22 de março de 2011
Seja Humano!

Quando lhe confrontarem dizendo coisas do tipo: ‘como é que uma pessoa como você se descontrola desse jeito a ponto de gritar e brigar, de mentir, de errar, de ter mais dúvidas do que certezas, de ser inseguro, de chorar e ser tantas vezes fraco?’ Não deixe barato não! Acrescente a dor da ressaca depois de um porre, diga que você só passou na faculdade porque colou no exame final; e aquela vez que você quis impressionar alguém e deu tudo errado; conte também que tem vergonha que descubram que você trocou aquele bar de jazz ao vivo, culto e chato, por uma boate de música ordinária; afirme também que as vezes mente, tenta parecer o que não é, que mostrou ter entendido a palestra sobre eticidade na qual dormiu após conferir a própria ignorância; não esqueça de se dizer contraditório, humano, perfeito e imperfeito, bom e mau, certo e errado; mostre que você ama e que pode odiar com a mesma intensidade; manifesta a sua raiva quando é magoado maldosamente; diga que pensa em vingança, em coisas medíocres como revanchismo. Seja, por favor, completamente HUMANO.

“Amar não é desejar o próximo como a si mesmo. É fazer do amado o primeiro e de si o próximo”.
Ao ler essa frase de um poema pouco conhecido, questionei-me: Quantas vezes fazemos de nós o próximo e do amado o primeiro? Falo de todos os tipos de amor. Pense bem. Pensou? Chegou a alguma resposta plausível? Difícil não é? É, somente quando fazemos questionamentos como este é que percebemos o quanto o ser humano é egoísta. Queremos ser felizes, realizados, compreendidos, aceitos, amados. Viu só. É sempre essa via unilateral, é sempre o “Eu” em primeiro lugar, o outro é segundo plano. Calma, não se assuste e nem se condene, isso é normal ou pelo menos achamos que é. Doar-se ao outro verdadeiramente não é tarefa fácil. É preciso uma pré disposição de ambas as partes. Mais espera um pouco… você deve estar se perguntando ‘quem ela acha que é para falar isso de algo tão particular?’ Eu lhe respondo: não sou ninguém realmente. Não escrevo a verdade, tão pouco a tenho. Apenas expresso nestas linhas o que penso e a forma como eu penso. Quem entender essas palavras será sempre bem vindo a comentá-las, mas se você as considera apenas palavras sem sentido, bem com certeza não é para você que eu escrevo.
Sinceramente

Impossível acreditar que te perdi. A sensação de que a qualquer momento vou ver você chegar ainda toma conta de mim. Dói tanto não ter você por perto. Dói não ver o seu sorriso. Dói não ouvir o som da sua voz que apesar de fraca e rouca, soavam com uma força extrema alcançando meu coração. Dói não ver mais seus lindos olhos, ah e que olhos lindos você tinha. A cada minuto penso que posso te encontrar, mais basta um segundo para a realidade me passar uma rasteira me convencendo de que minha vontade não se concretizará. Ah! Como dói perder alguém que tanto amamos. Apesar de saber que o seu destino estava fadado quis acreditar e acreditei inúmeras vezes que poderíamos trair o destino e mudar o curso incerto da vida. Que ilusão! Hoje tenho que viver com a certeza de que não importa para onde eu fuja, para onde eu corra, não te encontrarei com os braços abertos e um sorriso no rosto a me esperar… mais sei que posso te sentir a me abraçar nos meus sonhos, nos meus pensamentos e no meu coração. Lugares estes que você sempre estará
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